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Promotor é absolvido, corporativismo ou justiça?

novembro 27, 2008

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O que dizer? Mais uma vez a sociedade tem a impressão de que a justiça é cega, muda e surda – quando quer. Afinal o tratamento é diferenciado, se o réu é influente – a justiça é muito mais complacente, se o réu não tem posses, aí sim a justiça é severa, implacável até. O caso do promotor Thales Ferri Schoedl, que assassinou um jovem e feriu outro gravemente em 2004 na Riviera de São Lourenço [Bertioga], litoral norte de São Paulo, foi julgado ontem, em foro privilegiado [no Tribunal de Justiça de São Paulo] (diga-se de passagem), e pasmem! [...] foi absolvido por unanimidade [23 a 0].  Do que podemos chamar isso? Corporativismo ou justiça?
Os desembargadores aceitaram a tese de que o réu agiu em sua legítima defesa, apesar de ter disparado contra as vítimas, doze balaços. [ml]

fonte: O Estado de S.Paulo – 27/11/2008
Promotor Thales é absolvido

Decisão do Tribunal de Justiça foi unânime; acusado matou um jovem a tiros e feriu outro

Bruno Tavares

O Órgão Especial do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) absolveu ontem, por unanimidade, o promotor Thales Ferri Schoedl da acusação de homicídio e tentativa de homicídio contra Diego Mendes Mondanez e Felipe Siqueira Cunha de Souza, respectivamente. O caso ocorreu na madrugada de 30 de dezembro de 2004, após um luau em Bertioga, litoral paulista. Os 23 desembargadores aptos a votar entenderam que o réu agiu em legítima defesa. A acusação vai recorrer da decisão ao Supremo Tribunal Federal (STF) e ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

Durante a manifestação oral de seus votos, quatro magistrados fizeram críticas ao tratamento dado pela imprensa ao episódio. ‘Ao acompanhar pelos jornais, tive a nítida impressão de que o réu era culpado’, assinalou um dos desembargadores. ‘Mas, ao examinar os autos, minha conclusão foi outra, como se estivéssemos tratando de casos distintos.’

A banca de acusação, composta pelo procurador Gilberto de Angelis e pelo advogado Pedro Lazarini Neto, pediu aos desembargadores que reconsiderassem a tese de legítima defesa, levantada já no ato do recebimento da denúncia. Angelis disse ser ‘odioso’ que uma autoridade use arma funcional para resolver questões pessoais. ‘Foi uma briga de moleques. E ninguém teve a prudência de se afastar’. O procurador encerrou sua fala pedindo a condenação de Thales ou, no mínimo, excesso doloso por parte do réu.

O assistente de acusação relatou duas brigas anteriores em que Thales teria sacado a pistola contra rapazes que mexeram com sua namorada. E disse ver condições para que o réu tivesse outra postura diante das provocações feitas pelo grupo, do qual as vítimas faziam parte.

A defesa do promotor, representada pelo advogado Rodrigo Bretas Marzagão, gastou pouco mais de metade da hora a que tinha direito para desmontar a tese da acusação. ‘Ele (Thales) avisou que era promotor, disse que estava armado, mostrou a arma e nem assim as vítimas pararam’, assinalou. Marzagão frisou ainda que exames de corpo de delito atestaram lesões nos braços de Thales, sinal de que as vítimas tentaram tomar a arma de sua mão. ‘Porque estava armado, defendeu a própria vida’, destacou o advogado. ‘É muito fácil julgar o réu a distância. Fato é que as vítimas, inconseqüentes, foram atrás de seu destino.’

O primeiro a isentar o acusado de culpa foi o relator do processo, desembargador José Geraldo Barreto Fonseca, seguido pelo revisor, desembargador José Santana. A cada voto favorável, Thales usava um lenço para enxugar as lágrimas. E chorou copiosamente quando o presidente da corte, desembargador Roberto Antonio Vallim Bellocchi, o declarou absolvido. ‘Sustentamos a tese de legítima defesa desde o início e ela foi confirmada por unanimidade’, disse o advogado Luís Felipe Bretas Marzagão. ‘Foi a imprensa que matou o Diego’, reagiu Lazarini Neto, da acusação.

IMPASSE

Antes da sessão, o Órgão Especial se dividiu sobre a conveniência do julgamento. Thales foi reconduzido ao cargo graças a uma liminar concedida em outubro pelo ministro Carlos Alberto Direito, do STF. Antes disso, o Ministério Público paulista havia decidido pelo vitaliciamento (efetivação) do promotor, mas a decisão foi revogada pelo Conselho Nacional do Ministério Público. Caberá ao STF, em data incerta, definir se o órgão de controle externo tem competência para exonerar um promotor.

O receio de parte dos desembargadores ontem era de que a decisão acabasse invalidada, conforme a decisão do STF. Se demitido antes do julgamento, Thales perderia direito ao foro privilegiado e seria levado a júri popular. A votação que deu prosseguimento à sessão foi apertada: 12 a 11.

O procurador-geral de Justiça de São Paulo, Fernando Grella Vieira, disse, em nota, que vai analisar o resultado do julgamento. A absolvição de Schoedl, por se tratar de julgamento na esfera criminal, em nada altera a situação funcional do promotor, escreveu Grella. Na esfera administrativa, Schoedl continua amparado pela liminar de outubro.

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novembro 4, 2008

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Seleção Brasileira e sua escassez de gols

outubro 16, 2008
foto Fábio Motta/AE

foto Fábio Motta/AE

Maracanã, Rio de Janeiro, 15/10/2008.
Festa preparada para uma grande exibição da seleção contra a irregular Colômbia, afinal já passou da hora do escrete canarinho vencer e convencer em território nacional [...] mas o que se viu foi uma partida sem graça, sem criatividade, sem lances bonitos, irritante. Os jogadores brasileiros não conseguiam tocar mais do que dois ou três passes certos e a torcida acabou perdendo a paciência e vaiou o time em vários momentos. Após o jogo não houveram explicações convincentes e Dunga continuou com seu pragmatismo duro de engolir, queixou-se da imprensa, da torcida, da retranca colombiana, enfim. Eliminatórias agora, só em março de 2009. Tomara que seja tempo suficiente para que todos os envolvidos diretamente com a seleção possam refletir e mudar seus conceitos, a começar pelo comandante Dunga e seus comandados (os jogadores). Quem sabe Ricardo Teixeira não cai na real, aborta sua invenção - ”Dunga como técnico da seleção” e resolve chamar alguém mais gabaritado para ocupar o cargo, para dar um chacoalhão nessa situação que tanto incomoda a torcida e a imprensa brasileira. (ml)

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Folia do Cartão Corporativo

fevereiro 6, 2008

Nos últimos dias mais uma sujeira ficou à mostra, mais uma fratura ficou exposta, mais verdades ficaram cristalinas. Membros do primeiro escalão do governo se utilizaram do cartão de crédito corporativo para pagar despesas de uso estritamente pessoal. Ficou provado que se não houver controle e eventuais ”punições”, continuaremos reféns da “farra do boi” nos mais altos escalões governamentais. O presidente Lula, por incrível que pareça, ainda soltou uma nota reiterando que tinha total confiança nas justificativas estapafúrdias divulgadas pela ministra Matilde Ribeiro da Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial, que se desligou do cargo. Durma com um barulho desses! (ml)

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